Constelação Familiar Sistêmica

Como entender a Constelação Familiar?

Que vítimas? Leis Sistêmicas nas empresas

Nesse contexto, são chamadas de vítimas as pessoas cujos danos, perdas ou, até mesmo, cujas mortes resultaram em ganhos para nós e nossa empresa, muitas vezes sem que estivéssemos envolvidos ou fôssemos culpados pessoalmente por tal perda, dano e/ou morte.

Ao contrário, também se pode dizer que outras pessoas obtiveram uma vantagem para suas vidas ou seus empreendimentos através de nossas perdas ou danos e, nesse caso, fomos nós que nos tornamos suas vítimas.

De uma lado existem ganhadores e perdedores ou, se houve conflitos diretos, vencedores e vencidos.

De outro há indivíduos que, através de seu destino pessoal, deram ou ainda dão lugar a outros e outros indivíduos que, sem estarem emaranhados em seus destinos, ganharam algo para suas vidas ou suas empresas através das perdas dos primeiros.

A pergunta é: podemos conservar esse ganho, como no primeiro caso? Ou será que pagamos por ele, de um jeito ou de outro, um preço muitas vezes alto?

A outra pergunta é: quando constatamos que nossos sucessos não se materializam embora dediquemos a eles todos nossos esforços, o que falta para que eles possam vir e permanecer conosco?

Formamos uma comunidade de destino com aqueles que através de cujos sacrifícios nos beneficiamos.

Também formamos uma comunidade de destino com aqueles que, através de nossas perdas ou danos, ou através de nossa saída antes do tempo, obtiveram alguma vantagem que lhes trouxe novos sucessos.

Vamos à primeira pergunta.

Nem todo ganho nos pertence, assim como nem toda empresa.

Às vezes se mostra em uma constelação que uma empresa deseja ir para outra pessoa.

Também uma casa que compramos com a consciência limpa às vezes se sente atraída por outra pessoa.

Não conseguimos permanecer nela sem sermos prejudicados.

Cada uma das coisas que devem ser feitas para que todos se sintam bem – nós, a casa, o antigo proprietário – são determinadas a partir da situação concreta.

Isso também nos pode ser revelado através de uma constelação.

Talvez tenhamos que ceder essa casa a seu herdeiro por direito.

Talvez tenhamos que deixá-la para que não nos emaranhemos em algo que lá ocorreu e que é capaz de adoecer seus moradores posteriores ou causar a eles e a seus filhos outro dano qualquer.

O mesmo vale para as empresas.

Se uma empresa é tocada conforme a vontade daqueles que deram lugar ou que tiveram que dar lugar a outros, a serviço de uma questão em comum, as antigas vítimas são levadas junto em algo que as permite concordar voluntariamente com seu destino.

Dessa forma, se tornam ligadas internamente ao novo proprietário de uma maneira benévola e abençoam seu sucesso.

Uma empresa assim é conduzida humildemente, como que de forma transitória, sem arrogância pessoal.

Ela é conduzida de forma serviente, também a serviço de seus funcionários e de suas famílias.

Às vezes, essa empresa é entregue no final a seu próprio destino.

Ela é levada a outros lugares por outras forças, para a paz de todos.

De forma inversa, o que ocorre quando outros obtém uma vantagem através de nosso destino? Ou mais, quando são corresponsáveis pelos nossos danos e triunfam sobre nós de maneira oculta ou aberta?

Será que queremos, por exemplo, obter nossas propriedades de volta e obrigá-los, por meio de longos processos a pagar-nos indenizações?

Será que o que foi perdido quer voltar para nós?

Se o obtivermos de volta, será que irá querer permanecer conosco?

Será que o dano é realmente reparado dessa forma?

Ou será que se transforma em um dano e um fardo para ambos, como os pagamentos de reparação?

Há algo em comum entre todas as tentativas desse tipo: elas olham para trás e não para frente.

Aquilo que acontece com os que obtiveram vantagens à nossa custa deixamos com eles. Isso se torna o destino deles.

Ao olhar para a frente ficamos livres de nossas perdas passadas de maneira que conseguimos algo novo que, muitas vezes, vai além do que foi perdido. Assim nós nos tornamos, ao mesmo tempo, livres do destino daqueles que ganharam.

Deixamos para eles suas vantagens, sem acusações ou arrependimentos.

Eles dominam seu destino de sua maneira e nós ficamos e permanecemos em nossa força total. Como? Com sucesso.

O que há por trás dessa postura? O que atua e se torna nela a benção para muitos?

Vemos em tudo uma outra força em ação, para além dos agressores e das vítimas.

Nós nos submetemos a essa força, seja qual for o resultado disso para nós e para os outros.

Ninguém pode sobreviver à custa dos outros, seja pequeno ou grande.

Pagamos voluntariamente a nossa parte e concordamos com a parte que cabe aos outros.

Nós e eles interagimos servindo ao mesmo propósito: servindo à vida com amor.

Bert Hellinger | Leis sistêmicas na assessoria empresarial | p.43 | Ed. Atman


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Informação

Publicado em 8 de dezembro de 2017 por em Emaranhamentos, Equilíbrio Dar e Receber, Sem categoria, Sucesso.
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